Letra: Gilmar Hollunder e Ana Elisa Zart
Música: Gilmar Hollunder
Refrão:
Fala negro, fala branco
seu lugar é aqui.
Fala índio e mulato
foi assim que aprendi.
Portadores de sementes, vamos nós sempre lutar
Com idéias diferntes, prá família vou voltar.
A família dá idéias, associações vamos formar.
Como povo diferente na terra eu vou morar.
Vai formando parcerias, vai formando seu pensar.
Vai cuidando das águas sempre que os rios vão levar.
Aprendi que a gente é parte e dono da terra não.
Eu apenas vivo dela, pensar nisso sempre é bom.
Como escola pioneira, a EMFAQUE quer falar.
Vai quebrando as barreiras esse povo vai mudar.
Vai criando seus projetos, vai a luta trabalhar,
Compromisso com a vida, nosso sonho realizar.
ESCOLA MUNICIPAL FAMILIA AGRÍCOLA DE QUERÊNCIA - QUERÊNCIA - MT
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
EMFAQUE EM MATO GROSSO -Contexto geográfico, histórico e político social de Querência-MT
Contexto geográfico, histórico e político social de Querência-MT:
Querência do latim “quaerere” (querer), adaptado para o Espanhol platino “Querência”; o termo assume o sentido de lugar onde o gado costuma ficar, em sentido de translado; lar, querido lar.
Começou a existir em dezembro de1985, com a chegada das primeiras famílias, vindas da região sul do país, dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, em menor número do estado do Paraná.
O processo migratório foi acelerado no de 1991, Querência era vila considerável, em conseqüência da vontade dos moradores e da prefeitura de Canarana, foi elevada a condição de Distrito, em 04 de março do mesmo ano.
A distritação propiciou um novo ciclo de transformações de Querência, sendo que as necessidades até em tão não era plenamente atendidas com isto passaram a ser, proporcionando um novo impulso de desenvolvimento que rumou a dependência política e administrativa.
Em 06 de agosto do mesmo ano aconteceu a aprovação pelo o plenário da Assembléia Legislativa do projeto de criação do município, sendo que o mesmo foi sancionado pelo então Governador do MT Sr Jaime Veríssimo Campos, no dia 19 de dezembro de 1991, sobe projeto de Lei Estadual n° 5.895191.
O município possui área total de 17.575,33 Km. Possui aproximadamente 11.000 habitantes, sendo que 5.600 reside na área urbana, 3.800 na área rural e 1.600 são indígenas.
O município situa-se a noroeste do estado do MT, limitando-se com os municípios de Alto Boa Vista, Ribeirão Cascalheira, São Felix Do Araguaia, Feliz Natal, Gaúcha do Norte e Canarana.
No município existe 500 propriedades rurais e mais 1.000 parcelas distribuídas nos 05 assentamentos implantados pelo INCRA: Coutinho União; P.A. Brasil Novo; P.A. Pequi; P.A. Pingo D’Água; São Manoel.
Nasce em 2001 a Escola Municipal Família Agrícola de Querência – EMFAQUE, com duas turmas de 5ª séries, no total de 61 alunos. A EMFAQUE é uma instituição mantida pela Prefeitura Municipal de Querência e mantém parcerias com outras instituições públicas e privadas do município e região.
Querência do latim “quaerere” (querer), adaptado para o Espanhol platino “Querência”; o termo assume o sentido de lugar onde o gado costuma ficar, em sentido de translado; lar, querido lar.
Começou a existir em dezembro de1985, com a chegada das primeiras famílias, vindas da região sul do país, dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, em menor número do estado do Paraná.
O processo migratório foi acelerado no de 1991, Querência era vila considerável, em conseqüência da vontade dos moradores e da prefeitura de Canarana, foi elevada a condição de Distrito, em 04 de março do mesmo ano.
A distritação propiciou um novo ciclo de transformações de Querência, sendo que as necessidades até em tão não era plenamente atendidas com isto passaram a ser, proporcionando um novo impulso de desenvolvimento que rumou a dependência política e administrativa.
Em 06 de agosto do mesmo ano aconteceu a aprovação pelo o plenário da Assembléia Legislativa do projeto de criação do município, sendo que o mesmo foi sancionado pelo então Governador do MT Sr Jaime Veríssimo Campos, no dia 19 de dezembro de 1991, sobe projeto de Lei Estadual n° 5.895191.
O município possui área total de 17.575,33 Km. Possui aproximadamente 11.000 habitantes, sendo que 5.600 reside na área urbana, 3.800 na área rural e 1.600 são indígenas.
O município situa-se a noroeste do estado do MT, limitando-se com os municípios de Alto Boa Vista, Ribeirão Cascalheira, São Felix Do Araguaia, Feliz Natal, Gaúcha do Norte e Canarana.
No município existe 500 propriedades rurais e mais 1.000 parcelas distribuídas nos 05 assentamentos implantados pelo INCRA: Coutinho União; P.A. Brasil Novo; P.A. Pequi; P.A. Pingo D’Água; São Manoel.
Nasce em 2001 a Escola Municipal Família Agrícola de Querência – EMFAQUE, com duas turmas de 5ª séries, no total de 61 alunos. A EMFAQUE é uma instituição mantida pela Prefeitura Municipal de Querência e mantém parcerias com outras instituições públicas e privadas do município e região.
AS ESCOLAS FAMÍLIA AGRÍCOLA NO BRASIL E NO MUNDO
A Escola Família Agrícola tem origem em Lauzun-França em 1935, onde os pais Agricultores, ajudados por um vigário – Abbé Granereau, organizaram um tipo de ensino onde os jovens alternavam períodos na Paróquia e na Família. Tal ritmo possibilitava que os jovens estudassem e trabalhassem.
Essa experiência foi aos poucos sendo estruturada, possibilitando a permanência de uma semana no internato, seguida de duas semanas na propriedade agrícola, dando início à modalidade Pedagogia da Alternância. Mais tarde, adaptando-se em vários países da Europa e América Latina.
A Pedagogia da Alternância, hoje está presente nos cinco continentes. Chegou no Brasil em 1968 e atualmente existe em 18 estados com um número aproximado de 113 escolas.
No Brasil o modelo foi adaptado pelo MEPES (Movimento de Educação Promocional do Espírito Santo), através do padre Humberto Pietrogrande, jesuíta italiano.
O MEPES foi fundado em 1968 no Município de Anchieta, estabeleceu contatos com as paróquias e instituições Municipais de quatro Municípios do Sul do Estado – Anchieta, Iconha, Rio Novo do Sul e Alfredo Chave, onde iniciou suas primeiras ações para um trabalho de pesquisa - levantamento sócio-econômico da região, onde seriam implantadas as primeiras Escolas Famílias Agrícolas.
Concomitantemente a esse trabalho, um grupo de jovens agricultores brasileiros, eram treinados na Itália, no Centro de Cooperação Agrícola Trevisano. Assim, em 1969/70, iniciam suas atividades as Escolas Famílias Agrícolas de Olivânia, Alfredo Chaves, Rio Novo do Sul e Campinho de Iconha.
Em 1972 o modelo se expandiu para o Norte do Estado do Espírito Santo. Inicia-se em Olivânia a primeira Escola de 2º Grau para atender a clientela que terminava o primeiro ciclo. A experiência rompe fronteira do Estado, ganha o Nordeste do Estado da Bahia e mais tarde outros Estados Brasileiros.
Hoje o MEPES, presta assessoria pedagógica, bem como prepara os profissionais, através do seu Curso de Formação, para atuarem no projeto no Espírito Santo ou em qualquer Estado do Brasil.
As Escolas Famílias Agrícolas, para assegurar suas características de educação do campo e os princípios básicos da pedagogia da alternância, estão organizadas a nível internacional na AIMFR - Associação Internacional dos Movimentos Familiares de Formação Rural, com sede em Paris-França.
No Brasil, em nível nacional, na UNEFAB - União Nacional das Escolas Famílias Agrícolas do Brasil, com sede em Brasília - DF. E ainda em diversos regionais, devido às questões geográficas do país. A Escola Municipal Família Agrícola - EMFAQUE de Mato Grosso, é filiada a UNEFAB e compõe o regional AEFACOT - Associação das Escolas Famílias Agrícolas do Centro Oeste e Tocantins, com sede em Orizona-GO.
Essa experiência foi aos poucos sendo estruturada, possibilitando a permanência de uma semana no internato, seguida de duas semanas na propriedade agrícola, dando início à modalidade Pedagogia da Alternância. Mais tarde, adaptando-se em vários países da Europa e América Latina.
A Pedagogia da Alternância, hoje está presente nos cinco continentes. Chegou no Brasil em 1968 e atualmente existe em 18 estados com um número aproximado de 113 escolas.
No Brasil o modelo foi adaptado pelo MEPES (Movimento de Educação Promocional do Espírito Santo), através do padre Humberto Pietrogrande, jesuíta italiano.
O MEPES foi fundado em 1968 no Município de Anchieta, estabeleceu contatos com as paróquias e instituições Municipais de quatro Municípios do Sul do Estado – Anchieta, Iconha, Rio Novo do Sul e Alfredo Chave, onde iniciou suas primeiras ações para um trabalho de pesquisa - levantamento sócio-econômico da região, onde seriam implantadas as primeiras Escolas Famílias Agrícolas.
Concomitantemente a esse trabalho, um grupo de jovens agricultores brasileiros, eram treinados na Itália, no Centro de Cooperação Agrícola Trevisano. Assim, em 1969/70, iniciam suas atividades as Escolas Famílias Agrícolas de Olivânia, Alfredo Chaves, Rio Novo do Sul e Campinho de Iconha.
Em 1972 o modelo se expandiu para o Norte do Estado do Espírito Santo. Inicia-se em Olivânia a primeira Escola de 2º Grau para atender a clientela que terminava o primeiro ciclo. A experiência rompe fronteira do Estado, ganha o Nordeste do Estado da Bahia e mais tarde outros Estados Brasileiros.
Hoje o MEPES, presta assessoria pedagógica, bem como prepara os profissionais, através do seu Curso de Formação, para atuarem no projeto no Espírito Santo ou em qualquer Estado do Brasil.
As Escolas Famílias Agrícolas, para assegurar suas características de educação do campo e os princípios básicos da pedagogia da alternância, estão organizadas a nível internacional na AIMFR - Associação Internacional dos Movimentos Familiares de Formação Rural, com sede em Paris-França.
No Brasil, em nível nacional, na UNEFAB - União Nacional das Escolas Famílias Agrícolas do Brasil, com sede em Brasília - DF. E ainda em diversos regionais, devido às questões geográficas do país. A Escola Municipal Família Agrícola - EMFAQUE de Mato Grosso, é filiada a UNEFAB e compõe o regional AEFACOT - Associação das Escolas Famílias Agrícolas do Centro Oeste e Tocantins, com sede em Orizona-GO.
PROPOSTA PEDAGÓGICA EMFAQUE
A Proposta Pedagógica é o planejamento de tudo que a escola tem a intenção de fazer, de realizar, lançando para adiante, com base no que tem, buscando o possível. E melhorar o presente e antever um futuro melhor do que o presente.
Esta Proposta vai além de um agrupamento de planos de ensino e de atividades diversas, não sendo algo que é construído e em seguida arquivado ou encaminhado às autoridades educacionais como prova de cumprimento de tarefas burocráticas. Ela é construída e vivenciada em todos os momentos, por todos os envolvidos com o processo educativo da escola, tendo o objetivo de buscar uma nova organização para a escola e estabelecer um rumo, uma direção, um sentido explícito, com um compromisso estabelecido coletivamente. É através dela que a Escola saberá com clareza, para onde vai, como caminhar e porque vai nesta ou naquela direção.
Esta Proposta Pedagógica é fundamentada na política nacional - Lei de Diretrizes e Base da Educação n. º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que prevê no seu artigo 12 Inciso I que os Estabelecimentos de Ensino terão a incumbência de elaborar e executar sua proposta pedagógica, baseado na democratização do ensino, sugerindo medidas ordenadas na escola, considerando sua autonomia.
Em se pensando numa Proposta Filosófica e Pedagógica para a Escola Municipal Família Agrícola - EMFAQUE, há que se considerar diversos fatores: a experiência e a fala do grupo envolvido; as diversas correntes de pensamentos filosóficos; a conjuntura e a estruturação da sociedade brasileira e mundial.
Assim, a filosofia e a metodologia diferenciada valorizará a mulher e o homem do campo, possibilitando a inserção ativamente em sua comunidade, bem como na sociedade urbana na qual se relaciona e interage.
Para se concretizar um projeto com metodologia diferenciada, a estrutura da Escola, a disponibilidade e a vontade do corpo docente, corpo discente, corpo administrativo e a associação, devem estar direcionados para um mesmo rumo: a melhoria da qualidade de vida do campo.
É preciso então criar e recriar condições para que a Mulher e o Homem da Terra tornem-se sujeitos (as) da história, interagindo na sua realidade e no mundo.
Dentro desta Proposta, a permanência e a fixação da Mulher e do Homem do Campo dar-se-á quando este reconhecer que pode ter maiores chances de sobrevivência com as mesmas ou melhores condições que a Mulher e o Homem da Cidade.
O ambiente escolar deve ser agradável, ser um espaço pedagógico, possibilitando o crescimento individual e coletivo, viabilizando o conhecimento e o aprendizado de forma mais produtiva.
Ter a preocupação com o meio rural é uma constante, bem como o meio geográfico em que a escola está inserida favorecendo assim, uma visão de mundo, reconhecendo-se parte integrante do mesmo.
O compromisso com a educação passa por diversos caminhos. Resgatar a valorização do ensino e a qualidade deste é um dos caminhos para que o processo de Educação Popular torne-se viável e aplicável.
O profissional para este tipo de educação precisa e deve preocupar-se para que a escola funcione como uma dinamizadora de potencialidades, redescoberta e releitura do mundo.
Esta Proposta vai além de um agrupamento de planos de ensino e de atividades diversas, não sendo algo que é construído e em seguida arquivado ou encaminhado às autoridades educacionais como prova de cumprimento de tarefas burocráticas. Ela é construída e vivenciada em todos os momentos, por todos os envolvidos com o processo educativo da escola, tendo o objetivo de buscar uma nova organização para a escola e estabelecer um rumo, uma direção, um sentido explícito, com um compromisso estabelecido coletivamente. É através dela que a Escola saberá com clareza, para onde vai, como caminhar e porque vai nesta ou naquela direção.
Esta Proposta Pedagógica é fundamentada na política nacional - Lei de Diretrizes e Base da Educação n. º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que prevê no seu artigo 12 Inciso I que os Estabelecimentos de Ensino terão a incumbência de elaborar e executar sua proposta pedagógica, baseado na democratização do ensino, sugerindo medidas ordenadas na escola, considerando sua autonomia.
Em se pensando numa Proposta Filosófica e Pedagógica para a Escola Municipal Família Agrícola - EMFAQUE, há que se considerar diversos fatores: a experiência e a fala do grupo envolvido; as diversas correntes de pensamentos filosóficos; a conjuntura e a estruturação da sociedade brasileira e mundial.
Assim, a filosofia e a metodologia diferenciada valorizará a mulher e o homem do campo, possibilitando a inserção ativamente em sua comunidade, bem como na sociedade urbana na qual se relaciona e interage.
Para se concretizar um projeto com metodologia diferenciada, a estrutura da Escola, a disponibilidade e a vontade do corpo docente, corpo discente, corpo administrativo e a associação, devem estar direcionados para um mesmo rumo: a melhoria da qualidade de vida do campo.
É preciso então criar e recriar condições para que a Mulher e o Homem da Terra tornem-se sujeitos (as) da história, interagindo na sua realidade e no mundo.
Dentro desta Proposta, a permanência e a fixação da Mulher e do Homem do Campo dar-se-á quando este reconhecer que pode ter maiores chances de sobrevivência com as mesmas ou melhores condições que a Mulher e o Homem da Cidade.
O ambiente escolar deve ser agradável, ser um espaço pedagógico, possibilitando o crescimento individual e coletivo, viabilizando o conhecimento e o aprendizado de forma mais produtiva.
Ter a preocupação com o meio rural é uma constante, bem como o meio geográfico em que a escola está inserida favorecendo assim, uma visão de mundo, reconhecendo-se parte integrante do mesmo.
O compromisso com a educação passa por diversos caminhos. Resgatar a valorização do ensino e a qualidade deste é um dos caminhos para que o processo de Educação Popular torne-se viável e aplicável.
O profissional para este tipo de educação precisa e deve preocupar-se para que a escola funcione como uma dinamizadora de potencialidades, redescoberta e releitura do mundo.
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